A vida do Davi 3 – O mundo em outras línguas

O artista dos números e letras

As primeiras palavras lidas

Com dois anos e dois meses, Davi começou a ler palavras, na íntegra, com segurança. A partir daí, foi testado constantemente: após digitar-se palavras no computador – vinte e duas palavras, no primeiro teste -, Davi lançou seu olhar e as leu com desenvoltura. Em seguida, números estampados na tela com dois dígitos também foram interpretados pelos olhinhos faiscantes do pequeno e curioso garoto.

Uma divertida brincadeira começou a fazer parte da rotina da casa doravante: dezenas, centenas, de palavras escritas, em português e inglês, das mais diferentes formas eram submetidas à capacidade precoce de leitura de um garotinho que tinha um prazer inenarrável: ler e declamar em alto e bom som o resultado de sua leitura.

Não contente, Davi enveredou por idiomas estrangeiros. De cara, afeiçoou-se pelo Russo. Além de ler letra por letra do alfabeto do país do Czares, resolveu rascunhá-las, grafando-as perfeitamente em todo e qualquer papel que aparecesse em sua frente. O Russo passou a ser sua “segunda língua”, motivo de deleite, até porque, ao enuncia-lo, exigia-se uma certa performance de sotaque, que ele executava com destreza – saía de cada letra do alfabeto enunciada um “sopro” no final dando conta da característica russa de se pronunciar.

Do Russo para o grego e o árabe foi um pulo. Mas deu-se um freio de arrumação na brincadeira. A facilidade e a precocidade com conteúdo tão complexos era fascinante, de certo, mas impunha uma obrigação: descobrir a origem de uma mente tão prodigiosa, capaz de incursionar por temas complexos a mais não poder.

 

Zeferino Júnior

Zeferino Júnior

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